25 de fevereiro de 2021

 

73% dos portugueses consideram que faltou apoio do Estado ao setor automóvel

 

 

• O setor automóvel é tido como fundamental para a economia, mas com pouco apoio governamental
• É unânime que o apoio do Estado ao setor foi insuficiente, mas em Portugal esta ideia tem maior expressão
• No entanto, metade dos inquiridos desconhece se governo propôs ou não um plano de apoios


O setor automóvel atravessa um contexto de fragilidade económica impulsionado pela Covid-19, em que vê as suas vendas em queda, os empregos reduzidos e as intenções de compra em decréscimo. O cenário torna-se ainda mais alarmante pelo peso deste setor económico em quase todos os países abrangidos pelo Observador Cetelem.

Só na União Europeia o setor representa 8,5% da produção industrial global, um valor que se traduz em 2,7 milhões de postos de trabalho. Na União Europeia encontram-se cerca de 200 fábricas especializadas e no espaço europeu perto de 300. Relativamente à produção de automóveis, em 2019, foram produzidos mais de 90 milhões. Estes são alguns indicadores demonstrativos da importância do setor em vários países, mas que, fruto do atual contexto pandémico, tem trazido graves problemas socioeconómicos a diversas famílias. 

Esta conjuntura de dificuldade económica coloca em evidência outros problemas, nomeadamente a falta de apoio por parte dos Estados. Nos 15 países onde se conduziu o estudo, o Observador Cetelem procurou aferir a perceção dos inquiridos sobre este domínio e apurou-se que 6 em cada 10 pessoas acreditam que os Estados prestaram um apoio insuficiente ao setor automóvel. Em Portugal, este número aumenta – são 73% os que referem que o Estado não desempenhou corretamente o seu papel de apoio ao setor. Esta opinião é unânime entre os consumidores, com exceção, curiosamente, dos três países que acolhem os maiores fabricantes de automóveis a nível mundial: Japão (34%), Estados Unidos (45%) e Alemanha (49%).

Apesar de ser consensual que são precisos mais apoios ao setor, metade dos inquiridos desconhece se o seu governo propôs ou não um plano de apoio automóvel. Em Portugal, 51% afirmaram que desconheciam, um valor próximo da média europeia (47%) e da média a nível mundial (44%).

Metodologia:

As análises económicas e de mercado, bem como as projeções, foram realizadas em parceria com a empresa de estudos e consultoria C-Ways, especializada em marketing de antecipação. O trabalho de campo quantitativo foi conduzido pela Harris Interactive de 2 a 11 de setembro de 2020 em 15 países: África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão, Holanda, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia.
No total, foram entrevistadas 10.000 pessoas online (método de recolha CAWI), com idade entre 18 e 65 anos, representativas de cada país. A representatividade da amostra é assegurada pelo método quotas (sexo, idade). Foram entrevistadas 500 pessoas em cada país, exceto em França onde se realizaram 3 mil entrevistas.


Sobre o Cetelem

Cetelem é uma marca do BNP Paribas Personal Finance - entidade especialista em Crédito ao Consumo do Grupo BNP Paribas. Líder europeu no sector, está presente em mais de 30 países de 4 continentes, empregando mais de 20 mil pessoas. Em Portugal desde 1993, emprega 700 pessoas, serve mais de 1,35 milhões de clientes e está presente em mais de 3600 estabelecimentos de parceiros de negócio. Cartões de crédito, crédito pessoal, soluções automóvel e seguros são os principais produtos comercializados e estão disponíveis aos consumidores no site, na app, por telefone e nos estabelecimentos comerciais dos principais parceiros em Portugal, além de serem disponibilizados nas nossas lojas no Porto e em Lisboa. Para apoiar os seus clientes e parceiros, o BNP Paribas Personal Finance está empenhado em promover o acesso a um consumo mais responsável e sustentável.

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