4 de março de 2021

 

Já só 43% dos portugueses dizem gostar de automóveis

 

 

 

• Automóvel ainda é imprescindível, mas está a perder importância
• Imagem destes veículos é cada vez mais discutível
• Ainda assim, 7 em 10 portugueses consideram-no muito importante
• 8 em 10 gostariam que a sua utilização reduzisse, mas acham improvável

 

A relação que as pessoas têm com o automóvel tem sofrido alterações de ano para ano. Em 2017, os resultados do Observador Cetelem Automóvel diziam-nos que 9 em cada 10 pessoas tinham uma boa ou muita boa imagem do automóvel. Mas se anteriormente era uma relação quase perfeita, em que as pessoas eram apaixonadas pelo seu veículo, hoje parece já não ser bem assim.

Em 2021, os resultados do estudo indicam que a imagem do automóvel está posta em causa: apenas 1 em 2 pessoas afirma gostar de automóveis e apenas um quarto considera ser um verdadeiro amante do veículo. Destaque para a relação de causalidade entre a paixão pelo automóvel e o nível de rendimentos, isto é, são as famílias com maior poder de compra que tendem a exprimir maior paixão e entusiasmo pela beleza da mecânica, duas vezes mais do que as que têm rendimentos mais baixos (32% vs. 19%).

No entanto, é uma relação que tende a permanecer duradoura. Na europa, questionados sobre a importância do automóvel, 51% consideram-no muito importante; no resto do mundo, o valor sobe para 56%. Já em Portugal, esta importância é ainda mais acentuada e o valor atinge os 73%.

Relativamente à ligação dos inquiridos com os seus bens (numa escala de 1 a 10), a média europeia dada aos carros é de 6,7, idêntica ao resto do mundo e mantém o mesmo valor de 2017 – 7,1 entre os portugueses. O automóvel é, no entanto, hoje um bem a que os consumidores dão menos importância quando comparado com o telemóvel (8.0), a casa (8.5) ou o computador portátil (7.1).

 

Redução de carros nas cidades é um desejo, mas tido como difícil
Inquiridos sobre se desejam que a utilização do automóvel reduza nas cidades, os portugueses não têm dúvidas: 8 em 10 consideram desejável essa redução, um número acima dos 7 em 10 na europa e dos 6 em 10 no resto do mundo. 

Apesar deste desejo, os portugueses mostram-se céticos quanto à sua redução. Apenas 28% consideram que os carros na cidade estão em vias de diminuir, um número abaixo da média europeia (35%) e do resto do mundo (32%). Os inquiridos dos países com maior número de representantes ecologistas são os mais otimistas: em França, 6 em 10 considera que a sua utilização vai reduzir, 5 em 10 na Bélgica e 4 em 10 na Alemanha.
 

Metodologia

As análises económicas e de mercado, bem como as projeções, foram realizadas em parceria com a empresa de estudos e consultoria C-Ways, especializada em marketing de antecipação.
O trabalho de campo quantitativo foi conduzido pela Harris Interactive de 2 a 11 de setembro de 2020 em 15 países: África do Sul, Alemanha, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão, Holanda, Polónia, Portugal, Reino Unido e Turquia.
No total, foram entrevistadas 10.000 pessoas online (método de recolha CAWI), com idade entre 18 e 65 anos, representativas de cada país. A representatividade da amostra é assegurada pelo método quotas (sexo, idade). Foram entrevistadas 500 pessoas em cada país, exceto em França onde se realizaram 3 mil entrevistas.


Sobre o Cetelem

Cetelem é a marca do Banco BNP Paribas Personal Finance, presente em Portugal desde 1993. Líderes europeus, estamos presentes em mais de 30 países de 4 continentes, empregando mais de 28 mil pessoas. Em Portugal contamos com mais de 700 colaboradores e servimos anualmente mais de 1,3 milhões de clientes e estamos presentes em mais de 2800 estabelecimentos de parceiros de negócio. Cartões de crédito, crédito pessoal, soluções automóvel e seguros são os principais produtos comercializados pelo Cetelem e estão disponíveis aos consumidores em cetelem.pt, por telefone e nos estabelecimentos comerciais dos principais parceiros em Portugal, além de serem disponibilizados nas nossas lojas no Porto e em Lisboa.

Para mais informações:
ATREVIA – Agência de Comunicação
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