REGRESSO AO CONSUMO

Os portugueses foram obrigados a alterar os seus hábitos de consumo para se adaptarem a uma nova realidade. As necessidades dos consumidores sofreram alterações, mas o que significa para os estabelecimentos?

           

 

Portugueses adiaram compras planeadas

Os estados de emergência e calamidade fez com que vários portugueses optassem por adiar as suas compras, não só devido ao fecho de algumas lojas físicas, mas também por questões de segurança.

Os dados Observador Cetelem 2020 vêm corroborar isso mesmo, ao demonstrarem que cerca de 29% dos portugueses adiou uma ou mais compras nos últimos meses, sendo os indivíduos entre os 65 e os 74 anos os que mais optaram por comprar mais tarde o que tinham planeado.

Apenas 19% acabaram por comprar o que já tinham pensado.

 

Terminado o confinamento, mais de metade dos consumidores que adiaram compras estão de regresso às lojas para concretizarem as suas compras (53%) durante o encerramento dos espaços comerciais. Contudo, a evolução da economia (24%), as perspetivas de emprego (19%) e a evolução da pandemia (17%) serão fundamentais para que os consumidores concretizem as suas compras.

Calçado e roupa são as primeiras compras dos portugueses pós-confinamento

 

No regresso ao consumo, calçado e roupa (19%), produtos de remodelação e decoração do lar (16%) e eletrodomésticos (14%) estão no topo das intenções de consumo. Ainda assim, 25% dizem que não vão já avançar com os planos adiados durante a pandemia e 21% diz ter novos planos. 

90% consideram importante a existência de ofertas e promoções especiais

 

Para estimular aquisições, os consumidores consideram que, durante a reabertura, os comerciantes devem apresentar ofertas e promoções especiais (90%); ter sistemas de higienização para produtos (88%); continuar a ter entregas ao domicílio com garantia de saneamento (84%); ter pontos de venda higienizados com sistemas de ventilação (80%); ou alargar o horário de funcionamento (76%). São ainda mencionados o atendimento apenas por marcação (67%) e os pagamentos apenas com cartão bancário (64%).