15 de junho 2021

 

89% dos portugueses afirmam que as soluções contactless estão presentes no seu dia a dia

 

• Soluções sem contacto tornaram-se inevitáveis, mas permanecem em debate
• Para os europeus a COVID-19 é hoje o que melhor representa o sem contacto
• 39% acreditam que o desenvolvimento destas práticas foi impulsionado pela pandemia
• Europeus não têm dúvidas de que a sociedade vai aumentar o seu uso

 

A vida sem contacto não surgiu espontaneamente. De facto, os sinais que indiciam a sua emergência remontam há várias décadas: portagens, sistemas de estacionamento eletrónicos, chaves magnéticas, títulos de transporte, bilhetes de cinema, chaves de elevador, cartões bancários, assistentes de voz… o sem contacto instalou-se há já várias décadas nas nossas vidas, a ponto de se tornar quase impercetível. 73% dos europeus inquiridos confirmam que estas soluções já faziam parte da sua vida antes da pandemia, sendo mais comum entre britânicos (88%), suecos (82%) e checos (81%); e menos nos países do Sul, nomeadamente em Portugal e Espanha (56%).

A crise sanitária veio acentuar esta presença, as práticas e, sobretudo, a perceção deste estilo de vida pelos Europeus. De tal forma que no Barómetro Europeu Consumo do Observador Cetelem, 46% dos europeus consideram hoje ser a COVID-19 o que melhor representa o contactless, devido à vida sem contacto que temos vindo a experienciar. Os portugueses (62%) e os italianos (60%) são os que mais partilham esta ideia. Já 37% dos europeus associam contactless aos “pagamentos”, 35% às “comunicações virtuais” e 33% ao “teletrabalho”. 

Apesar de reconhecerem que já existiam antes, 39% dos europeus defendem que o desenvolvimento destas soluções foi impulsionado pela pandemia. Austríacos (51%), britânicos (48%) e suecos (45%) são os que mais partilham esta visão. Portugal encontra-se perto da média europeia com 37%. Um desenvolvimento que faz com que 81% dos europeus e 89% dos portugueses digam que as soluções contactless (teletrabalho, comunicação remota, pagamentos, entre outros) estão atualmente presentes no seu dia a dia.

Uma fonte de sentimentos contraditórios
A vida sem contacto e o peso destas tecnologias no dia a dia reflete-se também em termos psicológicos, conforme referem os europeus, originando sentimentos contraditórios a seu respeito: 73% dos inquiridos associam pelo menos um termo negativo à vida sem contacto e 58% associam um positivo. A palavra “solidão” destaca-se ao ser colocada em primeiro lugar por 43% dos inquiridos, refletindo o descontentamento com o distanciamento presencial que aumentou ainda mais com a pandemia. 

Em todos os países do estudo, à exceção da Hungria - que refere primeiramente “perigo” -, “solidão” ocupa a primeira posição, sendo referida por mais de metade dos inquiridos em Portugal (58%), na Bélgica (56%) e em França (53%). À “solidão” seguem-se outros sentimentos negativos como “tristeza” (31%), “dificuldade” (23%) e “medo” (21%). No entanto, são também referidos termos positivos como “prático” (20%), “conveniência” (17%) e “progresso” (16%). O Reino Unido (72%) e a Eslováquia (70%) foram os países que mais responderam associando termos positivos. Por outro lado, Portugal foi o país menos positivo face a esta vida sem contacto. Apenas 39% associam esta realidade a um termo positivo, sendo a conveniência (11%) o primeiro, mas ainda assim abaixo da média europeia.

Uma evolução inevitável que deixa muito a desejar
Questionados se acham desejável que, daqui a 10 anos, a sociedade faça um uso maior destas soluções (teletrabalho, comunicação remota, etc.) as opiniões dividem-se. No geral, 53% dos europeus acham desejável, destes 42% moderadamente desejável e 11% bastante desejável. Os espanhóis (63%) e os checos (63%) são os que acham mais desejável. Por outro lado, para 47% dos europeus um maior uso destas soluções é indesejável, nomeadamente, para romenos (56%), búlgaros (55%) e italianos (55%). No caso dos portugueses, 55% concorda que a sociedade faça um maior uso do contacless, mas os restantes 45% não estão muito convictos. 

Apesar do seu maior ou menor desejo, os inquiridos não têm dúvidas de que a sociedade vai continuar a aumentar o uso das soluções contactless. 80% dos europeus concordam com esta afirmação, estando os portugueses entre os que acham mais provável esse cenário acontecer (88%). Apenas 20% dos europeus acham que é improvável.

Portugueses entre os que mais confiam
Na ótica de uma expansão que se afigura inevitável, os Europeus questionam-se sobre o impacto das tecnologias contactless em determinadas áreas, tais como a segurança e o respeito pela privacidade. Em resultado, as opiniões dividem-se quanto à confiança depositada nos atores passíveis de controlar esta evolução. De forma geral, os inquiridos tendem a confiar nos diversos intervenientes responsáveis: empresas, autoridades locais, governos e os próprios cidadãos, com 61% dos europeus a afirmar confiar tanto nas empresas como nos próprios cidadão e 57% a revelar que confiam nas autoridades locais. Por outro lado, os governos recebem apenas 54% da confiança dos inquiridos, equilibrando-se com aqueles que não confiam (46%). Os portugueses estão entre os que mais confiam nos vários intervenientes: 68% autoridades locais; 67% empresas; 66% governo; e 64% nos concidadãos.
 

Metodologia:

O inquérito quantitativo aos consumidores foi conduzido pela Harris Interactive entre 27 de novembro e 8 de dezembro de 2020, em 15 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, França, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa, Roménia, Reino Unido, Eslováquia e Suécia. Foram realizados inquéritos online num total de 14 200 indivíduos (através do método CAWI). Os inquiridos, com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos, foram selecionados de amostras nacionais representativas de cada país. A representatividade da amostra foi assegurada pelo método de quotas (género, idade, local de residência e nível de rendimentos/classe socioprofissional). Foram realizados 800 inquéritos em cada um país, exceto em França onde foram realizados 3 000 inquéritos.


Sobre o Cetelem

Cetelem é uma marca do BNP Paribas Personal Finance - entidade especialista em Crédito ao Consumo do Grupo BNP Paribas. Líder europeu no sector, está presente em mais de 30 países de 4 continentes, empregando mais de 20 mil pessoas. Em Portugal desde 1993, emprega 700 pessoas, serve mais de 1,35 milhões de clientes e está presente em mais de 3600 estabelecimentos de parceiros de negócio. Cartões de crédito, crédito pessoal, soluções automóvel e seguros são os principais produtos comercializados e estão disponíveis aos consumidores no site, na app, por telefone e nos estabelecimentos comerciais dos principais parceiros em Portugal, além de serem disponibilizados nas nossas lojas no Porto e em Lisboa. Para apoiar os seus clientes e parceiros, o BNP Paribas Personal Finance está empenhado em promover o acesso a um consumo mais responsável e sustentável.

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