30 de junho de 2020

 

Apenas 6% dos portugueses experimentou comprar online durante o Estado de Emergência

 

 

  • 5% não sabem se vão continuar a fazer compras online;
  • 26% fizeram mais compras que o habitual especialmente para adquirir mercearia e não-perecíveis (40%); 

 

Durante o período de confinamento, muitos foram os espaços comerciais que estiveram encerrados. E enquanto os comerciantes aproveitaram para reforçar os seus canais de venda virtuais, grande parte dos portugueses parecem ter continuado a preferir compras presenciais (46%), o que poderá estar relacionado com o facto de ir às compras ter sido das poucas situações em que os cidadãos podiam sair. De acordo com o inquérito realizado pelo Observador Cetelem, a maioria dos portugueses já tinham o hábito fazer compras através da internet. Destes, 26% dizem que durante o Estado de Emergência aumentaram o seu volume de compras online; e 22% mantiveram os níveis de consumo.  

Para uma minoria (6%), o Estado de Emergência foi ideal para testar o processo, mas destes apenas 1% garante que as compras online são para continuar. Os inquiridos entre os 25 e os 34 anos (44%) residentes na região Norte (38%) são os que mais admitem que já conheciam o canal de vendas online, e os que durante o confinamento admitem ter feito mais compras. Os consumidores entre os 18 e os 24 anos, que também já tinham este hábito, não aumentaram as compras online (47%). Quem não comprava online nem o passou a fazer foram os inquiridos entre os 65 e os 74 anos (96%). 

Entre os inquiridos que fizeram compras online (54%) as principais foram de produtos de mercearia mais pesados e não perecíveis (40%) e para evitar lojas mais movimentadas (35%). 32% dos portugueses admitem também que sempre que possível fizeram compras online e 19% usaram este canal para adquirir produtos que se podem utilizar online (como videojogos ou e-books). Os restantes 17% afirmam que compras online apenas quando não tinham possibilidade se deslocar de carro até à loja. 

Numa análise mais detalhada é possível perceber que os produtos de mercearia e não perecíveis foram referidos de semelhante forma por ambos os sexos entre os consumidores dos 25 aos 74 anos, nas regiões de Lisboa, Porto e Sul do país. Já a visita, virtual, em substituição da ida a lojas habitualmente mais movimentadas, foram mais visitadas pelos portugueses entre os 18 e os 24 anos (39%) na zona Norte (42%). 

 

Pagamento com distanciamento social
Numa altura em que os cuidados redobrados e o distanciamento social imperam, também as formas de pagamento foram reforçadas pela tecnologia. Embora o dinheiro ainda esteja no top 3 dos meios de pagamento preferidos pelos consumidores portugueses (33%), o primeiro lugar é para os cartões de débitos e crédito contactless (35%). Aplicações como o MB Way (15%) tornaram-se também uma referência, ultrapassando as tradicionais transferências bancárias (6%), sendo agora o terceiro meio mais utilizado.
 

 

Metodologia:

O inquérito quantitativo do Observador Cetelem 2020 foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Este teve por base uma amostra representativa de 1000 indivíduos residentes em Portugal Continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos de idade. A amostra total é representativa da população e está estratificada por distrito, sexo, idade e níveis socioeconómicos e conta com um erro máximo associado de +/- 3.1 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas telefonicamente (CATI), com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado entre 20 de maio e 1 de junho de 2020. 


Sobre o Cetelem

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