3 de setembro de 2020

 

80% dos encarregados de educação concordam com manuais escolares digitais

 

 

• 89% são da opinião de que seria uma medida positiva para o ambiente
• 51% compram restante material escolar num momento diferente da obtenção de livros

 

Os manuais escolares são um dos materiais mais importantes na altura de regressar às aulas. Depois de um ano letivo marcado pelo fim em ensino à distância e pela necessidade de utilizar diferentes tipos de recursos tecnológicos, o Observador Cetelem procurou compreender qual a opinião dos encarregados de educação sobre a hipótese de os manuais em papel virem a ser substituídos no futuro por digitais. 

80% dos inquiridos revelam ter uma opinião favorável a esta substituição, com 26% a concordar totalmente e 55% a concordar parcialmente. Já 10% não concorda nem discorda, 6% discorda em parte e 2% discorda totalmente. A concordância é maior entre inquiridos com estudantes no 3º ciclo (85%) e menor no 1º ciclo (73%). A maioria considera que esta seria uma medida positiva para o ambiente (89%). 

No que respeita a preparação para este regresso às aulas, em 2020 aumenta a intenção de obter os manuais ao mesmo tempo que se compra outro material (39%, +5p.p.), ainda que a maioria dos portugueses inquiridos (51%) digam que irão obter o restante material escolar para os estudantes a seu cargo num momento diferente dos livros escolares. Uma realidade que se verifica com maior peso entre quem tem estudantes no secundário a seu cargo a Sul (80%). 

Este ano, 70% dos encarregados de educação inquiridos dizem obter os seus manuais gratuitamente através de programas do Estado/Autarquias, percentagem que aumenta para 89% entre os inquiridos que tem estudantes a seu cargo no Ensino Público desde o 1º Ciclo ao Secundário. 36% referem a intenção de comprar manuais novos, sendo que alguns inquiridos têm dependentes em diferentes tipos e graus de ensino, não estando todos abrangidos pelos programas de manuais gratuitos. 11% vão usar os de familiares e amigos, 5% obterão junto de uma instituição e 9% comprarão em segunda mão. Aos inquiridos foram apresentadas todas estas hipóteses, podendo ser assinalada mais do que uma resposta e indicar outras não apresentadas.

49% iniciam compras com duas semanas de antecedência
O estudo do Observador Cetelem Regresso às Aulas permite ainda concluir que este ano 49% dos inquiridos iniciam as suas compras com duas semanas de antecedência. Uma semana antes é a altura escolhida por 17% dos portugueses, diminuindo os que pensam comprar apenas quando as aulas começarem (6%). 17% anteciparam-se mais e começaram as compras do material escolar um mês antes. No momento de realização do inquérito 11% não sabiam ainda quando iriam fazer as suas compras.

É sobretudo entre os residentes na região Sul e na Grande Lisboa (62% e 57% respetivamente) que se encontram mais inquiridos a começar a preparar o início do novo ano letivo com a antecedência de duas semanas, seguidos dos residentes no Grande Porto (50%). Comprar mais próximo do início do ano escolar – uma semana antes ou quando as aulas já começaram - ganha mais expressão na região Norte do país (27%).

63% dos encarregados de educação costumam comprar o material escolar num momento único, optando pelo início do ano escolar. Já 33% repartem essas compras ao longo do ano (5% NS/NR). Esta tendência verifica-se mais entre os portugueses que têm estudantes a seu cargo no Pré-Escolar (71%) ou no 2º Ciclo (69%). Mas também entre os encarregados de educação do Grande Porto (90% compram num momento único), seguidos da região Norte (68%). No Sul (69%) e na região da Grande Lisboa (36%) há um maior equilíbrio em termos de número de inquiridos que compram material ao longo do ano.
 

Metodologia

O inquérito quantitativo do Observador Cetelem Regresso às Aulas 2020 foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Este teve por base uma amostra de 503 indivíduos com estudantes a seu cargo residentes em Portugal Continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos de idade. Para obter as 503 entrevistas válidas a indivíduos com estudantes a cargo, foram realizados 1303 contactos. A amostra total é representativa da população e está estratificada por distrito, sexo, idade e níveis socioeconómicos e conta com um erro máximo associado de +/- 4.4 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas telefonicamente (CATI), com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado entre 20 a 30 de julho de 2020. 

A maioria dos inquiridos pelo Observador Cetelem Regresso às Aulas (68%) tem apenas um estudante a seu cargo, 28% tem dois e 4% tem três ou mais. 89% dos inquiridos indicam que os seus dependentes frequentam o ensino público, com os restantes a referir o ensino privado. A grande maioria (75%) tem a seu cargo estudantes do ensino básico – 38% no 3º ciclo; 29% no 2º ciclo e 28% no 1º ciclo. 21% têm estudantes a seu cargo a frequentar o ensino secundário, 11% o ensino pré-escolar e 8% estudantes universitários.


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