10 de setembro de 2020

 

Portugueses reduzem gasto médio no regresso às aulas para 340€

 

 

• Montante que seria gasto em manuais será utilizado em despesas familiares correntes (68%). 

• Apenas 20% manterá as despesas de educação iguais ou semelhantes às de 2019.

• Em média, os alunos recebem uma semanada de 26€ para gastarem no período de aulas. 

 

O gasto médio previsto pelos encarregados de educação com as compras para o regresso às aulas é este ano de 340€, o valor mais baixo despendido pelas famílias para o período nos últimos anos, de acordo com o estudo Observador Cetelem Regresso às Aulas 2020.

Em 2016 as intenções de gastos dos encarregados de educação no regresso às aulas eram de 455€, diminuindo para 399€ em 2017. Esta tendência de diminuição das previsões de gastos verificou-se também em 2019 (363€) – sendo apenas interrompida em 2018 quando eram de 487€.

Este ano verifica-se também, pela primeira vez, um aumento dos que não gastarão mais de 250€, sendo agora este o valor indicado pela maioria (51%), mais 11 pontos percentuais face ao ano anterior (40%). Já 22% dos portugueses com estudantes a seu cargo têm a intenção de gastar em média entre 251€ e 500€ e 6% gastarão mais de 501€ (-3 p.p.), enquanto 21% disseram não saber ou optaram por não responder. 

À semelhança de outros anos, parece continuar a haver uma relação direta entre a intenção de gastos com o regresso às aulas e o nível de ensino: no ensino pré-escolar os gastos médios são cerca de 285€; no 1º Ciclo de 329€; no 2º ciclo rondam os 352€ e no 3º ciclo 338€. Aumentam ainda significativamente a partir do ensino secundário, a custar uma média de 392€. 

Em comparação com o ano passado, o único grau de escolaridade onde há um aumento nas intenções de gastos é no 1º ciclo (mais 17€). E enquanto no ensino privado os gastos se mantém praticamente inalterados face ao ano anterior (388€ versus 386€), reduzem nos que têm estudantes no ensino público (336€, -7 p.p.).

Gestão orçamental e poupança

Esta diminuição dos gastos das famílias com o regresso às aulas poderá estar relacionada, por um lado, com o facto de a maioria dos encarregados de educação obterem hoje gratuitamente os manuais escolares, que representavam antes um peso significativo nos orçamentos familiares; mas também com uma tendência de maiores níveis de poupança, uma vez que apenas 1/5 dos encarregados de educação tenciona manter as despesas com a educação iguais ou semelhantes às de 2019. 

No total, 60% dos inquiridos acredita que terá de poupar neste regresso às aulas, sendo que 37% refere já ter poupanças e, em oposição, 32% referem não ter poupanças nem tem intenções de as fazer. 33% dizem que os gastos com o regresso às aulas são influenciados pela redução de rendimentos do agregado devido ao confinamento; e para 26% os gastos vão depender da evolução da situação epidemiológica, comprando apenas o material necessário. Já 24% dizem que os seus gastos são influenciados pela situação profissional de um membro do agregado familiar; e apenas para 17% irão manter-se iguais aos do ano passado.

Os inquiridos que vão obter manuais escolares de forma gratuita referem que o montante que iriam despender neste material será agora utilizado em despesas familiares correntes (68%) e na aquisição de outro material escolar (42%), ao passo que 12% destinarão essa verba a poupanças e 3% reservam o montante para despesas com férias.

Já em semanada, que constitui também uma fatia relevante para os agregados, os encarregados indicam disponibilizarem, em média, 26€ por semana para os estudantes gastarem no período de aulas - mais 6 euros face ao ano anterior.

 

Metodologia
O inquérito quantitativo do Observador Cetelem Regresso às Aulas 2020 foi realizado pela empresa de estudos de mercado Nielsen. Este teve por base uma amostra de 503 indivíduos com estudantes a seu cargo residentes em Portugal Continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos de idade. Para obter as 503 entrevistas válidas a indivíduos com estudantes a cargo, foram realizados 1303 contactos. A amostra total é representativa da população e está estratificada por distrito, sexo, idade e níveis socioeconómicos e conta com um erro máximo associado de +/- 4.4 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram realizadas telefonicamente (CATI), com informação recolhida por intermédio de um questionário estruturado de perguntas fechadas. O trabalho de campo foi realizado entre 20 a 30 de julho de 2020. 

A maioria dos inquiridos pelo Observador Cetelem Regresso às Aulas (68%) tem apenas um estudante a seu cargo, 28% tem dois e 4% tem três ou mais. 89% dos inquiridos indicam que os seus dependentes frequentam o ensino público, com os restantes a referir o ensino privado. A grande maioria (75%) tem a seu cargo estudantes do ensino básico – 38% no 3º ciclo; 29% no 2º ciclo e 28% no 1º ciclo. 21% têm estudantes a seu cargo a frequentar o ensino secundário, 11% o ensino pré-escolar e 8% estudantes universitários.


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